PF, PRF e MTE: pedidos são enviados para reavaliação

PF, PRF e MTE: Nos últimos dias, vários pedidos de concurso encaminhados ao Ministério do Planejamento este ano foram devolvidos aos ministérios de origem, o que inicialmente poderia supor uma negativa por parte da pasta responsável por autorizar as seleções. Entre as solicitações devolvidas estão os das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) – feitos pelo Ministério da Justiça – além do Ministério do Trabalho, que abrangem 2.949 vagas em cargos de nível superior. Entretanto, consultado pela FOLHA DIRIGIDA, o Planejamento explicou que os processos foram devolvidos para reavaliação em função da reestruturação administrativa no Poder Executivo promovida pelo presidente interino, Michel Temer, assim como em função da troca de ministros nas pastas.

O pedido de PRF foi de 1.500 vagas de policial rodoviário federal. O cargo é voltado para quem possui formação superior em qualquer área e carteira de habilitação, na categoria B ou superior. Conforme acordo a ser confirmado pelo novo governo, as remunerações iniciais serão de aproximadamente R$7.900 (já com o auxílio-alimentação, de R$458) a partir de janeiro do ano que vem. São grandes as chances da demanda ser confirmada pelo novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, tendo em vista a possibilidade de a corporação perder aproximadamente 40% do seu efetivo atual nos próximos dois anos (4 mil dos cerca de 10 mil ativos). O departamento também pediu concurso para 44 vagas na atividade meio, nos cargos de administrador (19), engenheiro (17), estatístico (cinco) e técnico em comunicação social (três). Os iniciais são de R$5.027,72.
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No caso da PF, que possui autonomia para convocar concursos para cargos policiais, a demanda visa à confirmação de previsão orçamentária para o preenchimento de 558 vagas de delegado (491 vagas) e perito (67), ambos com ganhos iniciais de R$17.288,85, incluindo o auxílio-alimentação, de R$458. Para ser delegado, é preciso possuir o bacharelado em Direito, além de três anos de experiência em atividade jurídica ou policial. Já a formação superior exigida para perito varia conforme a área de atuação. Em ambos os casos, é necessária ainda a carteira de habilitação, na categoria B ou superior.

O Ministério do Trabalho, por sua vez, solicitou concurso para 847 vagas de auditor do trabalho, cargo com requisitodeensinosuperiorcompleto em qualquer área e a remuneração inicial de R$18.754,20. Nesse caso, a urgência na realização do concurso se deve ao déficit de mais de 5 mil auditores, observando-se os parâmetros estipulados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).